terça-feira, 3 de junho de 2008

domingo, 25 de maio de 2008

Nem sempre tem forma
Ou se tem!
Não são as convencionais

Gosto de deixar a tinta correr
Deixar que se espalhe
Que inunde este branco

Num quadro como este
Nem chego a usar pincel
Atiro letras aos baldes
E espero que se forme
Qualquer figura

Deixo que a frieza destas paredes
Lhe atribua a sua forma
Que congele qualquer imagem

sexta-feira, 9 de maio de 2008

Os dissabores de hoje
Trazem já no seu travo
A verdadeira degustação
Do amanhã

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Despelho

É sempre um duelo
Com o espelho
Com a imagem reflectida
Com a carne com que me apregoo

Mas hoje de tão fragil
E tantas voltas, me, dei
Partiu se,
Agora..., Sou
Os milhões de imagens que se reflectem nos cacos espalhados pelo chão

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Meioveio

O meio é um veio
Do tronco cultural
A que vais beber
Tem cuidado...
A escolher,
A floresta, onde te vais embrenhar...

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Comunicado de Natal

Venho por este meio comunicar vos que este ano não vai haver presépio :


A Vaca está louca e não se segura nas patas
Os Reis magos não podem vir, porque os camelos estão no governo
O Burro está na escola de economia a dar aulas de substituição
A Maria e o José foram meter os papéis para o rendimento minimo
O Estábulo foi fechado pela ASAE
E o Menino Jesus foi entregue pelo tribunal de menores ao pais biológicos

É triste mas é verdade, mas mesmo assim FELIZ NATAL : )

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Sopa de Letras


Cada vez que as faço
Que as desenho
Nesta paisagem gélida
Deste quadro
Rebordado a azul

Ou mesmo em folha,
É sempre frio
É sempre tirado a ferros
Sangue, suor e lágrimas
Mas vale drenar uma veia

Mas sabem me de novo, a cinzento
Soa me, cinzento
Mas...!!! Só agora percebi
É porque só chegam a mim
Nos dias em que chovo

Porque é que, tanto me espremo ! ?
Há coisas que não são, para ser ditas
Há outras que só dizemos a nós
Essas são para mim
Para ti, p nós...

Há estados que não se traduzem em palavras
Há palavras que não são capazes de albergar tudo o que me convêm
Há sons irreproduzíveis que as palavras não conseguem cantar
Há imagens em que faltam nos as palavras
Há unica coisa que me sobra sempre, são letras

NtHJugbnmkjGFVBNM
MNBGYhnmjhgfcvbnkiuygmNB
mNBFtghnjhgBNMKJ
mjgHKUNmjhgfrthnKTFGHJm
MJFGHjhgfrfghjiKMHGTGbnm

Faço com elas
Uma manta de retalhos
Onde me abrigo
Quando me sinto
Assim