quinta-feira, 29 de março de 2007

…Inteligência ou Estupidez, Eis a Questão….

Antes de mais parabéns “ Botas ”, é de mau tom não felicitar o vencedor, e já basta a RTP, programa que catapultou toda esta polémica, se ter desmarcado da festa que estava a organizar quando soube que seria feita em teu nome….
Agora o que me preocupa, é a dúvida quanto a sua interpretação. Será mesmo uma reacção aos tempos que correm, será mesmo um protesto inteligente com uma mensagem política subliminar…. Quero acreditar que sim, mas também já me apercebi que a grande percentagem das pessoas não costuma sequer conseguir ler estas mensagens subliminares quanto mais agora pôr-se a escreve-las…

quinta-feira, 15 de março de 2007

XXV
25

25 anos ao Espelho

Quando dei por mim
Encontrei me
Assim
Enroscado
…
As dores de barriga, será de tanto rir
Mas e os olhos vermelhos
Tiveste de novo a chorar?
E assim me mantive em posição fetal
A tentar me agarrar
…
Um sorriso salgado
Ao canto da boca
As gargalhadas a entremelaçarem se
Na sofreguidão desse riso
De tanta indeterminação
A minha cara congelou
Mantendo me sem expressão
Alheio as coisas, á minha pessoa
…
De novo esse duelo com o espelho
O Tempo
A Consciência
A minha Existência
…
Esse que só se mostra a mim
Esse que tantas vezes me aparece
Do outro lado do espelho
Ou num longo silêncio
….
Esse, hoje apareceu e disse:
Já lá vão 25
Esse chora por achar
Que os passei a rir
...
Mas o triste desse riso
É que esse mesmo sorriso
Tem receio de aos 50
Só ai se aperceber
Que não se passa a vida
A rir e sorrir
E com esta possibilidade
Vai deixando
Os cantos do seu sorriso
Baixar
…
Vai deixando que esse
Canto do sorriso
Esse riso
Que costuma apregoar
Ele próprio se deixe murchar
...
Afinal, este meu estado
É por ter achado
Que já não podia
Mais sequer
Rir ou Chorar
Ou que teria que
Optar
…
Mas há que ver
Que são indissociáveis
Visto por um lado
É convexo
Visto por outro
É côncavo
Só precisava era de aprender
A VER

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

Natal Comercial


Sedados por este ar frio natalício, embuidos no espírito entra se num consumismo exacerbado incompatível com a situação vigente a nível nacional. Mas não faz mal, porque senão quem pode levar a mal são as pessoas a quem os presentes vão ser dados. E como ninguém quer ficar para trás vai se comprando do bom e do melhor, contraem se empréstimos para o natal, para as ferias, para pagar o empréstimo anterior, sem se aperceberem da auto asfixia que vão executando.
Os cintos apertaram até já não poder mais, agora são as cordas, já se ouve o estalar ao esticar cada vez mais, e mais e mais. Sou eu o único a ver que o mundo da Leopoldina tem um sentido muito mais lato, não são os adultos consciente e racionais que lá vão comprar. Há que ver o cenário por inteiro, a Leopoldina não e aquela que nos dão a ver, são outras caras, as verdadeiras permanecem incógnitas para assim conseguir continuar a governar neste mundo encantado de brinquedos….Cortem as amarras, livrem se dos marionetistas, o mundo e encantado mas se for o NOSSO.


Eu já não acredito no Pai Natal nem no Menino Jesus

quinta-feira, 21 de dezembro de 2006

Homenagem a Musica c Poesia

ORNATOS VILOETA

Faixa 9 - O Montsro Precisa de Amigos

COISAS

Leva qualquer eu a meu dia
Dá-me paz eu só quero estar bem
Foi só mais um quarto uma cama
No meu sonho era tudo o que eu queria

Quando alguém deixar de viver aqui
Espera que ao voltar seja para ti
Nada vai ser fácil
Nunca foi
Quando alguém deixar de te dar amor
Pensa que há quem viva do teu calor
Hoje é só um dia
E vai voltar amanhã
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós
São coisas
São só coisas

Se uma voz nos diz que é viver em vão
Pra que raio fiz eu esta canção
E se o fim é certo
Eu quero estar cá amanhã
E não foi assim que o tempo nos fez
E fez assim com todos nós
E não foi assim que a razão nos amou
E fez assim com todos nós
São coisas
São só coisas

Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou bem
Quase tão bem
Vê como é bom voltar a dizer
Eu estou quase a viver

terça-feira, 19 de dezembro de 2006

MUSIESIA

A música sem poesia é o silêncio

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onde eu me arrasto, sem te encontrar
são palavras ao vento
onde eu não me contento
com as que consigo agarrar






É esperar e esperar.....
sabendo que ela não vai voltar
é morrer sem nunca amar.